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Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2017

O primeiro namoro, que parece ser para sempre…

Que adulto não recorda o primeiro namoro, o primeiro beijo, a sensação de poder falhar e não corresponder ao que o/a outro/a espera? Os batimentos do coração ou a barriga parecendo ter borboletas no seu interior, os olhares trocados e aquele toque que fez tremer de emoção e desabrochar aquele sorriso!
Estas emoções revelam-se inesperadamente e são vividas de forma intensa pelo ser humano. Na adolescência, os sentimentos adquirem uma importância capaz de transformar relações amorosas, tudo parece ser para sempre…
Os adolescentes apaixonam-se quando menos esperamos e, por vezes, os adultos têm dificuldade em lidar com as relações amorosas dos/as filhos/as.
O primeiro amor exerce um papel essencial na forma como o individuo irá relacionar-se com o mundo e com os/as outros/as no futuro. A importância deste momento do desenvolvimento do/a adolescente é um marco e deve ser encarado pelos/as pais/mães com relevância. Quando o/a adolescente é correspondido/a eleva a sua autoestima e o sentimento…

Querer tudo já

Querer tudo já. Não poder esperar por ter. Tentar já tudo o que possa. Não deixar para depois.
São pensamentos automáticos que temos todos os dias. Muitas das vezes, nem damos por isso. Estamos envolvidos numa sociedade que nos impele a querer tudo agora, querer tudo já. A rotina do dia-a-dia obriga-nos a isto, visto que a agenda está cheia e contada ao minuto. Tudo tem de correr dentro da linha e o mais rápido possível. Mesmo que seja preferível ou mais vantajoso obter algo depois, na hora seguinte, amanhã. Temos de conseguir agora. Mas, este sentimento e respectivo comportamento cria insatisfação, de igual forma, em nós.
Parece que nunca estamos satisfeitos e que falta sempre algo. É uma insatisfação constante que não nos permite avaliar correctamente se algo pode ficar para depois, mesmo que isso nos traga mais vantagens. A mãe que diz ao filho que se tiver agora a sua prenda esta não será tão boa como poderia ser no Natal. Ou alguém que não consegue deixar para daqui a 10 minutos o c…

O Pânico

Não gosto quando acordo assim, com a visão desfocada de tudo o que me rodeia. Aos primeiros instantes, sinto-me reagir a essa estranheza e a sensação que há algo de errado começa a inundar-me internamente. Obrigo-me a, mecanicamente, executar todos os movimentos que consigo perceber que estavam previstos, num esforço que parece que vai salvar-me a vida. Verifico tudo várias vezes e insisto em fazer tudo de forma rigorosa. Estou atrasada, consigo sentir todos os segundos que passam pela cadência do sangue nas minhas têmporas. Mas não posso deixar a cama por fazer. Nem a loiça suja no balcão. Ninguém deve perceber que há uma névoa a envolver o meu dia.
            Tenho medo de chegar ao trabalho e não conseguir acertar como das outras vezes. As pessoas parecem achar que o sucesso nas coisas que faço é um fardo leve e cheio de felicidades. É o mínimo que posso dar. É a prisão que me aguarda quando persigo o sucesso.
            Fecho a porta de casa, com consciência de estar a fazê-lo. Ha…

Depressão, "O Cancro da Tristeza*"

Portugal é o país europeu e o segundo do mundo com maior taxa de depressão na ordem dos 25%. Vários estudos afirmam que em 2020, a depressão será a 2ª causa de morte logo a seguir das patologias cardíacas. Um estudo recente publicado na revista Atheroscleroses chega mesmo a estabelecer uma nova ligação entre depressão e as patologias cardíacas, afirmando que o risco de vir a sofrer de uma doença cardíaca grave é quase tão elevado para os homens que sofram de depressão, do que para os que tenham colesterol elevado ou obesidade, podendo mesmo ser maior do que para os que sofram de hipertensão. Dois terços das pessoas que se suicidam sofrem de depressão na altura da sua morte e Portugal é o terceiro país europeu onde o suicídio mais aumentou nos últimos quinze anos (5 por dia). Assim, a depressão é um problema internacional de saúde pública que pode matar.
Na maior parte das vezes, a depressão tem na sua base uma vivência de abandono ou perda, que face a um determinado acontecimento de vi…