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Para onde vão os nossos silêncios quando deixamos de dizer aquilo que sentimos?

Os silêncios podem ter várias razões, podem servir para diversas ocasiões e, ainda, podem ter distintos significados. Em termos sociais, os silêncios são identificados como algo negativo, desconfortável, embaraçoso ou, ainda, desenquadrado.

Mas, todos eles têm uma razão de ser, que pode significar uma resposta externa ou interna ao meio, projetando o silêncio. Alguns são potenciados pelas nossas emoções, outros pela ausência delas e, outros mesmo, pela combinação dos dois. Dependerá, sempre, da forma como encaramos as situações e do impacto que as mesmas têm em nós. A forma como as nossas emoções forem tocadas dará sequência às diversas respostas que podemos dar.

Seja como for, os silêncios, quando deixamos de dizer aquilo que sentimos, vão para um lugar mais profundo, dentro de nós, onde se acumulam com outros silêncios de outros sentimentos e emoções guardados e, por isso, não vividos. Aqui, o seu significado é escondido, até que a necessidade de bem-estar invoque a resolução do sentimento ou emoção em causa, provocando o silêncio de pensar sobre si, levando, novamente, aos sons de viver emocionalmente.

Há silêncios, terapêuticos, que podem servir como forma de introspeção. Um olhar para dentro, num processo de perceção do que estamos a sentir naquele momento, permitindo que o ruído interno surja por estarmos em silêncio cá fora.


Desta forma, não devemos criar silêncios para evitar manifestar o que sentimos. Experienciar os nossos sentimentos e emoções de forma real permite-nos alcançar o nosso melhor bem-estar, num estado de equilíbrio connosco e com os outros. Permite-nos viver de acordo com o nosso verdadeiro Eu e, isso, não é em silêncio, de todo.

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